A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae é uma doença curável, no entanto, enfrenta estigmas sociais ocasionados por mitos acerca da sua transmissão e aparência da pele. Esses estigmas abrangem inúmeros equívocos sobre a contagiosidade da doença, gerando medo do contato, e a infeliz associação da patologia em questão com um “castigo divino” devido a falta de compreensão. A patologia segue sendo negligenciada ainda nos dias de hoje por diversos obstáculos, dentre eles, a discriminação em si, o fato de que possui uma baixa incidência em países desenvolvidos, as desigualdades sociais e econômicas (pois é frequentemente associada à condições de vida precárias) além de subnotificação. No desfecho desta revisão bibliográfica sobre "O Estigma da Hanseníase no Brasil: Uma Análise Multifacetada", é crucial reforçar a importância de abordagens holísticas e multidisciplinares para enfrentar os desafios relacionados ao estigma desta doença milenar. Ao longo deste estudo, exploramos as origens históricas do estigma da hanseníase no Brasil, suas manifestações contemporâneas e os impactos sociais e individuais que permeiam a vida dos pacientes afetados. Analisamos também as estratégias e iniciativas adotadas para combater esse estigma, destacando a necessidade de educação em saúde, conscientização pública e promoção da inclusão social dos pacientes. No entanto, é evidente que ainda há muito a ser feito. O estigma da hanseníase persiste como uma barreira significativa para o diagnóstico precoce, o tratamento eficaz e a reintegração dos pacientes na sociedade. Portanto, é fundamental que governos, profissionais de saúde, organizações não governamentais e a sociedade em geral unam esforços para combater esse estigma de forma eficaz e sustentável. Nossa revisão ressalta a necessidade de uma abordagem colaborativa e centrada no paciente, que reconheça as complexidades do estigma da hanseníase e promova a solidariedade, o respeito e a inclusão. Através do diálogo aberto, da educação em saúde e da defesa dos direitos humanos dos pacientes, podemos trabalhar juntos para criar uma sociedade mais justa e compassiva, onde o estigma da hanseníase seja finalmente superado. Que este estudo sirva como um ponto departida para futuras pesquisas, políticas e práticas que visem transformar a narrativa em torno da hanseníase no Brasil, promovendo uma cultura de aceitação, compreensão e cuidado para com aqueles que vivem com essa doença. Juntos, podemos construir um futuro onde o estigma da hanseníase seja apenas uma página virada na história da saúde pública brasileira.