O ano de 2020 foi considerado incomum, pois surgiu uma nova doença, o coronavírus (SARS-Cov2), que culminou em uma pandemia. De acordo com as recomendações iniciais da Organização Mundial da Saúde (OMS) era necessário o isolamento social, o qual se expandiu para toda a população do mundo. A preocupação com a saúde mental da população só aumenta durante uma crise difícil à nível social, como é o caso da pandemia do Covid-19, que tem se destacado com um dos maiores problemas de saúde pública do mundo nos últimos tempos. Sendo assim, o objetivo geral deste presente estudo foi estimar a ocorrência de possíveis alterações de comportamento alimentar, relacionando com hábitos incorporados durante o período de isolamento pela pandemia do COVID-19. Tratou-se de um estudo transversal, no qual os dados foram coletados por meio de questionário online, com auxílio da ferramenta Google Forms. A pesquisa foi norteada com base na Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, que abrangeu os aspectos éticos envolvidos nas pesquisas com seres humanos e foi submetido e aprovado pelo comitê de ética por meio da Plataforma Brasil (CAAE: 48619521.1.0000.5648). Como principais resultados encontrados pode-se destacar o aumento do consumo de alimentos altamente calóricos, como doces, chocolates e refrigerantes no período de isolamento social, além de comidas prontas entregues em casa por delivery, aumento do consumo de bebida alcoólica e redução da prática de atividade física pelos participantes. O aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e altamente calóricos pode ser devido a questões emocionais vivenciadas durante o período de isolamento social, sendo constatado neste estudo aumento significativo do componente de alimentação emocional entre os participantes que afirmaram não ter alterado a sua alimentação nesse período. Pode-se concluir que o período de isolamento social alterou a alimentação da maioria dos participantes, porém não pode ser confirmado que essa alteração foi somente negativa.