← Voltar à busca
Afya Itaperuna

PAROSMIA PÓS-COVID E A REJEIÇÃO ALIMENTAR

AUTOR(ES)

Giselle Artiles Freitas Trindade

ORIENTADOR(ES)

Sandra Tavares da Silva

CURSO

Nutrição

CATEGORIA

Saúde

ANO

2023

DATA DE PUBLICAÇÃO

June 14, 2023

Baixar documento (PDF)

Resumo

A COVID-19 foi declarada como pandemia mundial em 11 de março de 2020 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o que afetou milhões de pessoas em todo o mundo (OMS, 2022). Em muitos indivíduos acometidos pelo vírus, constatam-se alterações de olfato e paladar, possivelmente originadas de danos ao bulbo ou nervo olfatórios, causados pelo vírus. A parosmia é uma condição que se revela de forma idiopática ou pós-infecciosa, em que o indivíduo passa a manifestar o olfato e paladar de forma distorcida, apresentando rejeição a certos alimentos, geralmente com perda de apetite, o que pode levar a uma perda de peso, em virtude do deficit calórico, além de impactos nutricionais importantes. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de parosmia pós-COVID, relacionando as consequências nutricionais. Trata-se de um estudo transversal, quantitativo, realizado com auxílio de um questionário virtual, com inclusão de indivíduos adultos e idosos recuperados da COVID-19. Observou-se que, durante a infecção pela COVID-19, 89,5% dos 154 indivíduos que responderam ao questionário, apresentaram perda de olfato, e 85,7% apresentaram perda de paladar, sendo que 86,7% manifestaram perda de apetite. E 72,7%, após a recuperação da COVID-19, passaram a sentir cheiros muito diferentes dos usuais, e em 74,7% dos indivíduos também ocorreu a percepção diferente em relação ao paladar, ressaltando-se que em 81,1% dos indivíduos ocorreu a perda de apetite e consequente perda de peso, e 73,9% dos indivíduos passaram a rejeitar alguns alimentos. Alimentos mais rejeitados foram feijão (63%) e carne (58%), e as sensações mais prevalentes foram gosto amargo (36%) e cheiro de fumaça (34%). O estudo concluiu que a parosmia pós-Covid – ao provocar rejeição alimentar - acaba por impactar negativamente o estado nutricional dos indivíduos acometidos, sendo necessários novos estudos para implementação de tratamentos e abordagens nutricionais.

PALAVRAS-CHAVE