Introdução: A formação médica exige cada vez mais práticas pedagógicas que desenvolvam não apenas a aquisição de conhecimentos, mas também habilidades críticas, colaborativas e de tomada de decisão. Nesse cenário, a contraposição entre metodologias tradicionais, centradas na transmissão expositiva de conteúdo, e metodologias ativas, que buscam promover o protagonismo discente, tem sido pauta recorrente na educação superior. Esse debate se intensifica em contextos regionais como a Amazônia Ocidental, onde desafios estruturais e pedagógicos coexistem. Objetivo: Investigar a percepção dos acadêmicos de Medicina sobre as metodologias de ensino ativa e tradicional em uma instituição de ensino superior na Amazônia Ocidental. Metodologia: Estudo quantitativo, de caráter descritivo, realizado com 141 estudantes do ciclo básico do curso de Medicina (1º ao 5º período), por meio da aplicação de um questionário estruturado. Os dados foram analisados estatisticamente, com foco na frequência das respostas e comparação entre variáveis. Resultados: Os alunos dos primeiros períodos demonstraram maior satisfação com a metodologia tradicional, principalmente pela objetividade e clareza na transmissão dos conteúdos. Em contrapartida, nos períodos mais avançados, observou-se preferência pelas metodologias ativas, destacando-se o maior engajamento, a melhor compreensão dos temas e o estímulo ao pensamento crítico. Apesar disso, também foram apontadas dificuldades, como a sobrecarga de tarefas e a necessidade de adaptação ao novo modelo. Conclusão: As metodologias ativas foram percebidas como mais eficazes para a formação médica, especialmente nas etapas finais do ciclo básico, mas sua efetividade depende de fatores institucionais, como o preparo docente e a organização curricular. Os resultados sugerem que o equilíbrio entre as abordagens pode favorecer uma formação mais completa, adaptada às necessidades contemporâneas da prática médica.