Objetivo: Analisar o perfil de obesidade e os hábitos de vida entre estudantes de Medicina em uma faculdade baiana. Métodos: Estudo transversal com abordagem quantitativa, realizado com 320 estudantes de Medicina de ambos os sexos, por meio de formulário estruturado aplicado de forma online. As variáveis investigadas incluíram faixa etária, sexo, estado civil, hábitos alimentares, prática de atividade física, percepção de estresse, padrão de sono, alimentação emocional, histórico familiar de doenças associadas à obesidade e avaliação nutricional autorreferida. Resultados: A maioria dos estudantes apresentava peso normal (53,4%), porém 12,5% relataram sobrepeso e 3,5% apresentavam algum grau de obesidade. Observou-se alta frequência no consumo de alimentos ultraprocessados (59,7%) e alimentação justificada pelas emoções (52,9%), além de níveis elevados de estresse (41,3% alto ou muito alto). Apesar de 76,9% praticarem atividade física com frequência, 18,1% se consideraram sedentários. Cerca de 91,9% dos estudantes relataram que o ingresso no curso impactou seus hábitos de vida. Conclusão: Os achados revelam um cenário preocupante de vulnerabilidade nutricional e emocional entre futuros profissionais de saúde. Destaca-se a necessidade urgente de ações institucionais voltadas à promoção da saúde, com foco em autocuidado, alimentação consciente, saúde mental e estilo de vida ativo.