A resistência bacteriana é uma questão de saúde pública, a qual se configura como um problema emergente e de atenção global. Este trabalho tem como objetivo analisar o perfil de resistência e sensibilidade antimicrobiana das cepas bacterianas isoladas pela UTI (unidade de terapia intensiva) de um hospital do interior da Bahia no período de 2022. Trata-se de um estudo de caráter quantitativo, observacional, transversal e analítico. Utilizou-se dados secundários de prontuários médico, em específico os antibiogramas, de pacientes, ambos os sexos, internados na UTI. Foram isoladas com maior frequência as bactérias Pseudomona aeruginosa e Klebsiella pneumoniae. Foi evidenciada, com maior frequência, resistência à macrolídeos e penicilinas. Essas cepas apresentam resistência principalmente à amoxicilina com ácido clavulânico (p=0,001). Foram encontrados microrganismos multirresistentes, principalmente cepas de A. baumannii. Os S. aureus isolados apresentaram resistência às penicilinas, assim como as cepas de K. pneumoniae, e quinolonas. Já as P. aeruginosa, em sua maioria, foram resistentes a betalactâmicos, exceto carapenemas. Para as cepas de E. coli foi evidenciada sensibilidade às penicilinas quando associado inibidores de betalactamase. Nenhuma bactéria isolada neste estudo foi sensível à amoxicilina.