A violência autoprovocada é um grave problema de saúde pública, sendo a segunda principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos globalmente, e o Brasil ocupa a oitava posição no ranking mundial de suicídios. No período entre 1980 e 2000, as taxas de LAI cresceram 62,5% no Brasil, superando os acidentes de trânsito e homicídios. Este trabalho tem como objetivo descrever o perfil epidemiológico das vítimas de lesões autoprovocadas intencionalmente (LAI), incluindo suicídios e autoagressões, tanto na cidade de Itaperuna (RJ) quanto no estado do Rio de Janeiro, e estabelecer uma comparação entre seus índices e faixas-etárias. Quanto a metodologia, trata-se de um estudo descritivo e com abordagem quantitativa, realizado mediante coleta de dados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) vinculado ao DATASUS, segundo as variáveis de frequência por faixa etária segundo lesão autoprovocada, no período de 2009 a 2021, tanto no município de Itaperuna (RJ) quanto no estado do Rio de Janeiro. A partir da coleta de dados, será aplicada estatística descritiva com a utilização do Excel a fim de organizar os resultados da pesquisa. O estudo visa incentivar a elaboração de políticas públicas de prevenção e cuidado, considerando os fatores de risco associados, como gênero, idade, presença de transtornos mentais, entre outros. A notificação compulsória dos casos de violência interpessoal e autoprovocada é essencial para promover a formulação de políticas públicas e garantir a atenção integral às vítimas. A Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, instituída pela Lei 13.819/2019, busca promover a saúde mental, prevenir comportamentos autoprovocados violentos e melhorar a análise de dados. A capacitação dos profissionais de saúde é fundamental para o atendimento adequado das vítimas, bem como a formação da equipe escolar para identificar, acolher e encaminhar os casos presentes nas instituições educacionais. Compreender as fragilidades e potencialidades das comunidades é essencial para o desenvolvimento de ações de prevenção e cuidado voltadas para essa problemática. As limitações do estudo envolvem a subnotificação ou o erro diagnóstico dos casos de lesão interpessoal.