← Voltar à busca
Afya Itaperuna

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2 EM IDOSOS NO BRASIL: REVISÃO DE LITERATURA

AUTOR(ES)

Jerônimo Machado Rangel

ORIENTADOR(ES)

Luciana de Andrade Agostinho

CURSO

Medicina

CATEGORIA

TCC

ANO

2025

DATA DE PUBLICAÇÃO

June 30, 2025

Baixar documento (PDF)

Resumo

O  diabetes  mellitus  tipo  2  (DM2)  é  altamente  prevalente  na  velhice  e  responde  por parcela  expressiva  da  carga  de  doenças  crônicas,  impulsionado  por  envelhecimento populacional,  transição  nutricional  e  aumento  da  adiposidade.  Entre  idosos  no  Brasil,  o DM2  coexiste  com  multimorbidade  e  polifarmácia,  afetando  funcionalidade,  uso  de serviços  e  custos  em  saúde.  Nesse  contexto,  justifica-se  sintetizar  o  perfil epidemiológico  recente  do  DM2  em  idosos  no  país.  Descrever  o  perfil  epidemiológico do  diabetes  mellitus  tipo  2  (DM2)  em  idosos  (≥60  anos)  no  Brasil  entre  2015  e  2025, sintetizando  estimativas  de  prevalência,  fatores  associados  e  implicações assistenciais.  Realizou-se  revisão  de  literatura  nas  bases  PubMed  e  SciELO (2015–2025),  combinando  descritores  relativos  a  DM2,  idosos  e  Brasil.  Incluíram-se estudos  observacionais  com  dados  de  prevalência  ou  incidência  de  DM/DM2,  bem como  estimativas  autorreferidas,  em  amostras  brasileiras  de  idosos.  Foram  extraídos local  do  estudo,  delineamento,  tamanho  amostral,  critério  diagnóstico,  medidas  de frequência  e  principais  achados.  Ao  final,  14  estudos  foram  incluídos  (transversais, séries  temporais  e  coortes).  As  prevalências  em  idosos  variaram  de  17%  a  26%, alcançando  aproximadamente  28%  em  2021  nas  capitais  brasileiras,  com  tendência ascendente  até  2014  e  estabilização  em  patamar  elevado  desde  2015.  Entre octogenários,  a  prevalência  foi  em  torno  de  20%  (PNS  2019).  Circunferência  da  cintura aumentada,  obesidade  e  hipertensão  associaram-se  de  forma  consistente  ao  DM2  e  à incidência  em  segmentos  de  cerca  de  quatro  anos.  Observou-se  elevada  frequência de  multimorbidade  e  polifarmácia,  e  adesão  terapêutica  em  torno  de  52%  em  amostra comunitária.  Em  coorte  de  base  populacional,  o  DM2  associou-se  a  maior  mortalidade, enquanto  perda  ponderal  não  intencional  indicou  pior  prognóstico.  Análises  de  custos hospitalares  sugeriram  potencial  da  Atenção  Primária  à  Saúde  (APS)  para  reduzir internações  sensíveis.  O  DM2  em  idosos  no  Brasil  mantém  prevalência  elevada,  com recente  estabilização  em  níveis  preocupantes.  Fatores  cardiometabólicos, multimorbidade  e  adesão  subótima  sustentam  a  carga  de  doenças.  Estratégias custo-efetivas  incluem  vigilância  contínua  com  indicadores  funcionais,  simplificação terapêutica  e  coordenação  do  cuidado  na  APS,  com  priorização  de  subgrupos vulneráveis (≥80 anos, baixa escolaridade e adiposidade central).

PALAVRAS-CHAVE