A epilepsia refratária representa um desafio terapêutico relevante, caracterizando-se pela resistência às abordagens farmacológicas convencionais, com impacto direto na qualidade de vida dos pacientes. Este estudo tem como objetivo analisar criticamente a eficácia e a segurança do canabidiol (CBD) no tratamento da epilepsia refratária, por meio de uma revisão integrativa da literatura. Foram selecionados seis estudos clínicos publicados entre 2018 e 2025, nas bases PubMed, Cochrane CENTRAL e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), que investigaram o uso do CBD em pacientes com epilepsias de difícil controle, como as síndromes de Dravet e Lennox-Gastaut. Os resultados evidenciaram redução significativa na frequência e gravidade das crises, especialmente com doses de 10 a 20 mg/kg/dia, além de melhoria na qualidade de vida. Os efeitos adversos mais comuns foram destruição, diarreia e perda de apetite, em sua maioria leves a moderados. Conclui-se que o canabidiol apresenta potencial terapêutico promissor, embora ainda existam desafios regulatórios e a necessidade de mais estudos sobre segurança a longo prazo.