O aleitamento materno (AM) é um direito conferido à mãe e ao bebê com objetivo de assegurar saúde e qualidade de vida a ambos. O AM se faz tão importante que, foram criadas leis trabalhistas que garantem à mãe o afastamento remunerado de suas funções no trabalho. Apesar de toda a literatura científica voltada à necessidade de aleitamento materno exclusivo (AME) até o sexto mês de vida, não são todas as empresas adeptas à licença maternidade com período de 180 dias. Através dessa discrepância entre a necessidade e a realidade, foi realizado um estudo e uma pesquisa de campo com objetivo de entender e analisar a importância e os impactos da licença maternidade de 180 dias, além da prevalência do AME no retorno ao trabalho da lactante. Para tanto, elaborou-se um questionário cujas informações abordam fatores sociodemográficos, avaliação nutricional materna, aleitamento materno e dados do lactente, incluindo sua avaliação antropométrica. De modo unânime, dentro do escopo aplicado no presente papel, a Licença Maternidade (LM) mostrou ser grande valia para o AME daquelas que usufruíram desse direito, onde, o término deste foi motivo principal pelo fim do AME, comprometendo a lactação pelos seis meses. Desse modo, é possível concluir que há relevância da LM visando proporcionar uma melhor qualidade de vida para o lactante, visto que a fase inicial do desenvolvimento infantil é fortemente marcada pela presença materna.