INTRODUÇÃO: A cervicalgia é uma queixa musculoesquelética frequente entre estudantes universitários, sendo comumente associada a longos períodos de estudo, postura inadequada e ausência de mobiliário ergonômico. OBJETIVO: O presente estudo teve como objetivo analisar a prevalência de cervicalgia entre estudantes de Medicina e identificar os principais fatores associados ao seu desenvolvimento. MATERIAIS E METODOS: Trata-se de uma pesquisa observacional, transversal, com abordagem quantitativa, realizada com 103 estudantes de Medicina por meio de questionário online aplicado via Google Forms, contendo questões sobre dados sociodemográficos, acadêmicos, estilo de vida, ambiente de estudo e presença de dor cervical. RESULTADOS: Dos 103 participantes, 62,1% eram do sexo feminino, com idade predominante entre 20 e 25 anos. A maioria (48,5%) cursava o 7º período e 80,8% relataram sentir dor cervical, sendo as intensidades mais comuns leve (31,1%) e moderada (46,7%). A postura curvada foi a mais adotada durante o estudo (71,8%) e 87,4% dos participantes atribuíram a dor à má postura. DISCUSSÃO: Apesar de 75% praticarem atividade física, a dor cervical ainda foi amplamente relatada. A análise sugere que fatores como tempo prolongado de estudo, postura inadequada e falta de pausas regulares são mais relevantes na origem da cervicalgia do que a simples prática de exercícios. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a dor cervical tem alta prevalência entre os estudantes avaliados e está fortemente associada aos hábitos posturais durante o estudo, destacando a importância de intervenções educativas e ergonômicas no ambiente acadêmico para prevenção e manejo da dor musculoesquelética.