No Brasil, mais de 41 milhões de pessoas foram afetadas por desastres naturais no ano de 2020. Esse problema tende a se agravar, pois especialistas das Nações Unidas estimam um aumento na frequência e intensidade de fenômenos naturais devido à mudança climática. Comunidades próximas ao litoral, como o estado do Rio de Janeiro estão em maior risco. Portanto, é necessária uma forma de apoio social às pessoas que são deixadas desabrigadas devido à desastres. Para este efeito, o objetivo deste trabalho é elaborar um projeto de moradia emergencial. Para o seu desenvolvimento, foram consideradas as condições e necessidades do estado do Rio de Janeiro. Esse projeto consiste em módulos no estilo flat-pack, ou seja, ele é formado por módulos que são transportados desmontados, e são montados in loco. Ele poderá ser montado e implantado em diferentes situações topográficas e também ser adaptado a diferentes composições familiares. Serão utilizados materiais sustentáveis, resistentes e leves para que o transporte seja facilitado. Será feito um estudo de caso, onde os módulos serão implantados em um terreno vazio, simulando o funcionamento de um acampamento de desabrigados. Também é proposta a ideia do loteamento do acampamento após a fase de emergência, para que os moradores sejam proprietários da terra que eles ocupam e possam utilizá-la para começar a reconstruir suas vidas. Dessa maneira, busca-se propor um método de ajuda humanitária em caso de desastres e salientar a importância do apoio ao longo prazo às famílias afetadas por desastres.