INTRODUÇÃO: A puberdade, etapa fisiológica da vida, quando ocorre precocemente, antes dos 8 anos em meninas e 9 anos em meninos, pode ser classificada como central, com ativação prematura do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, ou periférica, quando independe desse eixo. A etiologia envolve fatores biológicos, genéticos e ambientais, e o seu diagnóstico é feito com parâmetros clínicos e métodos complementares. Por fim, em seu tratamento, usam-se análogos de GnRH, o hormônio que inicia esse processo. OBJETIVOS: Revisar os fatores biológicos, genéticos e ambientais associados à PPC, os critérios diagnósticos e as estratégias terapêuticas disponíveis. MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de uma revisão sistemática conforme o protocolo PRISMA 2020, com busca nas bases de dados PubMed, LILACS e BVS, acessadas pela última vez no dia 21 de maio de 2025, incluindo artigos entre 2014 e 2024, e em português e/ou inglês. RESULTADOS: Foram selecionados 17 estudos após aplicação de critérios de inclusão (título, resumo e texto na íntegra dentro dos objetivos da pesquisa, e acesso completo) e exclusão (duplicados, revisões, ano, idioma e não gratuito). DISCUSSÃO: Além da forma idiopática, mais comum nas meninas, a PPC pode estar relacionada a mutações genéticas (MKRN3 e DLK1), síndromes (Sotos e NF1) e fatores ambientais (obesidade). O diagnóstico é clínico, laboratorial e imaginológico, e o tratamento é realizado com análogos de GnRH, eficaz na maioria dos casos, promovendo estabilização puberal e preservação da estatura final. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A PPC é multifatorial e requer abordagem precoce e individualizada. A terapêutica atual é eficaz, mas estudos adicionais são necessários para aprofundar a compreensão sobre o tema.