O câncer é conceituado como o crescimento anormal das células. No Brasil, os mais frequentes são o de mama, seguido pelo de próstata, com exceção do câncer de pele não melanoma. O tratamento tem efeitos colaterais significativos, que podem comprometer a qualidade de vida dos pacientes. O estudo realizado foi de caráter transversal descritivo, com análises quantitativas, contando com 49 indivíduos. Os dados foram coletados através de questionário sociodemográfico e clínico, e pela Escala EORTC QLQ C-30, que avalia o Estado de Saúde Global/Qualidade de Vida, Escalas Funcionais e Escala de Sintomas. Para análise, foi utilizado o software Statistical Package for Social (SPSS for Windows). Entre os participantes, a maioria era do sexo feminino (59,2%), com idade entre 60 e 69 anos (38,8%), sendo o câncer mais encontrado nas mulheres o de cólon e reto (44,9%) e mama (44,9%), e nos homens o de próstata (35%). A função emocional (61,39 ± 28,65) foi a área mais afetada na Escala Funcional. Na escala de sintomas, os mais frequentes foram insônia, dor e perda de apetite. Em relação à Qualidade de Vida/Saúde Global, foi encontrada uma média de 83,16 (±21,74), o que indica uma boa qualidade de vida nos pacientes oncológicos, apesar de outros estudos evidenciarem médias inferiores.