Como se sabe a expectativa de vida da população vem se estendendo de forma acelerada. Sendo assim, a população mundial vem passando por um processo de envelhecimento no qual a maioria dos países do mundo tem experimentado uma elevação no número e na proporção de idosos em sua população. E com isso as quadros demenciais são muito comuns nessa população.
A Doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta por deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades da vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais sendo um dos maiores exemplos dos quadros demenciais apresentados pelos idosos.
O idoso com seu estado de saúde comprometido precisará da ajuda de um cuidador, geralmente alguém da família, na maioria das vezes em tempo integral, o que poderá gerar uma sobrecarga que comprometerá sua qualidade de vida.
Questões de comportamento, que envolvem a Doença de Alzheimer, remetem à segurança e foram as de maior impacto na vida do cuidador. A sobrecarga multidimensional e fadiga na vida do cuidador, em particular de ordem emocional e afetiva. O cuidado e a doença revelam-se representados pelos familiares como fontes de sobrecarga física e emocional, iminentes ou consumadas.
É imprescindível que o cuidador tenha uma rede de apoio sólida, para auxilia-lo no enfrentamento dos desafios da doença. Além do apoio social e familiar, os grupos de apoio funcionam como uma estratégia facilitadora no processo de enfrentamento da doença, onde os grupos atuam como um conjunto de pessoas que possuem um objetivo em comum e, dessa forma, trabalham na perspectiva do ensino-aprendizagem.