A Paralisia Cerebral do tipo Diplegia Espástica é considerada a mais comum em prematuros e é caracterizada por espasticidade predominantemente em membros inferiores, que se caracteriza pela presença de tônus elevado e é ocasionada por uma lesão no sistema piramidal. A marcha é caracterizada por flexão plantar do tornozelo, hiperflexão do joelho com valgo e aumento da adução e rotação interna do quadril. Objetivo: Relatar os benefícios da atuação fisioterapêutica por Realidade Virtual na criança acometida por Paralisia Cerebral do tipo Diplegia Espástica. Metodologia: O presente estudo trata-se de uma revisão bibliográfica, onde foram realizadas buscas nas bases de dados Google Acadêmico, SciElo e Pubmed entre os anos de 2010 a 2022. Revisão da literatura: As estratégias lúdicas como jogos e brincadeiras podem ser utilizados tanto para avaliação quanto para atendimento fisioterapêutico, desde que feito de forma consciente e planejada durante a consulta, a RV melhora a mobilidade, habilidades cognitivas, qualidade de vida e oportunidades de vida social. O potencial do uso da RV como programa de intervenção para crianças com PC traz novas e efetivas perspectivas para melhorar a auto-competência e o desempenho motor. A RV é uma nova ferramenta terapêutica com múltiplos objetivos funcionais na reabilitação de crianças e adolescentes com PC. Conclusão: A Realidade Virtual vem ganhando muito espaço e evoluindo muito principalmente na área da saúde, e está se tornando uma grande aliada no tratamento fisioterapêutico, pois atua como forma de tratamento lúdica, dinâmica e inovadora. A aplicação do conhecimento da RV no campo da reabilitação pediátrica ainda está em seus estágios iniciais, os poucos trabalhos existentes demonstraram o potencial da RV para melhorar a mobilidade, habilidades cognitivas, qualidade de vida e oportunidades de vida social.