As mídias sociais tem feito parte da vida das pessoas de forma exponencial e sua influência na saúde mental tem sido objeto de crescente interesse e preocupação. Várias pesquisas tem sugerido que o uso excessivo ou inadequado das mídias sociais pode ter um impacto negativo na saúde mental das pessoas, levando ao surgimento ou agravamento de transtornos mentais. Objetivo: Diante disso, objetiva-se com esse artigo abordar a relação das mídias sociais e os transtornos mentais. Metodologia: A presente pesquisa é uma revisão integrativa da literatura. A coleta de artigos foi realizada em março de 2024 e a estratégia utilizada foi “Saúde mental” AND “Mídias Sociais” and “Mental health” AND “Social Media”, nas bases de dados, PUBMED, SCIELO e LILACS. Foram selecionados ao todo 38 artigos e na leitura na íntegra foram excluídas 21 artigos por não estarem no espaço temporal dos últimos 5 anos. Sendo assim, 17 artigos foram selecionados para compor essa revisão integrativa. Resultados: todos os artigos analisados mostraram que a maioria dos adolescentes apresenta sinais de dependência da Internet porque usam excessivamente a mídia digital. Dentre os problemas apresentados pelo uso excessivo de mídias digitais salienta-se o aparecimento de sintomas de dor física e um aumento de problemas psicológicos, como insônia, fadiga, problemas de memória, irritabilidade, dificuldade de concentração e sentimentos de inutilidade. Discussão: As horas gastas em redes sociais não são necessariamente indicativas de problemas de saúde mental. Portanto, os pesquisadores devem examinar o contexto e o conteúdo associados a esse uso da tecnologia, bem como muitos outros fatores que podem explicar o aumento dos problemas de saúde mental na adolescência e na idade adulta jovem. As vozes dos adolescentes e as perspectivas dos profissionais são centrais para entender a relação entre as mídias sociais e a saúde mental. Conclusão: Foi possível concluir que as principais alterações biopsicossociais relacionadas ao uso excessivo de redes sociais é influência nas atividades cotidianas, dificuldade para socialização e predisposição à solidão, prejuízo acadêmico, aumento do sedentarismo, associação com depressão e ansiedade, sendo os adolescentes o grupo de maior vulnerabilidade à dependência da internet.