Introdução: O trauma é a maior causa de mortalidade na população com até 40 anos sendo o abdominal o terceiro tipo mais comum, com alta taxa de morbimortalidade podendo ser diminuída em até 50% com diagnóstico e tratamento rápido. Objetivos: Avaliar a utilização da ultrassonografia a beira leito no trauma de abdômen nos últimos 10 anos, a partir de uma revisão de literatura. Métodos: Realizado uma revisão bibliográfica de publicações em inglês, espanhol e português de 2010 a 2020, através do banco de dados do PubMed, Google acadêmico e SciELO com os descritores: “ultrassonografia a beira leito no trauma abdominal”, “laparotomia exploratória” e “trauma abdominal contuso”. Resultados: foram selecionados quatorze estudos observacionais, sendo alguns comparando o ultrassom a beira leito com a tomografia computadorizada e o lavado peritoneal diagnóstico. A sensibilidade do primeiro variou de 57,48% a 100%, e a especificidade de 70,83% a 100%. Sendo observado que em casos de falso negativo, havia lesão intra-abdominal sem líquido livre peritoneal ou com lesão localizada em retroperitônio, situações em que a tomografia se sobressai, principalmente se o paciente estiver estável. Já para o lavado, foi constatado uma sensibilidade de 100% e especificidade de 75% em comparação com a ultrassonografia. Conclusão: Dessa forma, ele não tem como objetivo detectar qual o grau da lesão, mas sim avaliar se há ou não hemoperitônio, identificando se o paciente precisa de uma intervenção cirúrgica ou não. Com os devidos treinamentos qualquer médico pode operá-lo chegando a uma acurácia de até 97,3%.