O presente trabalho busca elucidar as possibilidades e os limites para a atuação da equipe de Serviço Social, no que tange materialização da Política Nacional de Humanização, no campo empírico de nossa pesquisa, o Hospital Municipal Drº Moacyr Rodrigues do Carmo, que encontra-se localizado no município de Duque de Caxias. Unidade esta, que se caracteriza como um dos principais hospitais de emergência da Baixada Fluminense. Neste sentido, a partir dos crescentes relatos de desumanização desde o primeiro atendimento até a questões relacionadas a instâncias de coordenação e direção na unidade que cotidianamente são relatados a equipe de Serviço Social, despertou-nos, enquanto estagiárias, partícipes deste processo, a necessidade de se discutir e refletir acerca da temática e sua implementação na unidade. Inicialmente buscamos conhecer o perfil desta equipe inserida na unidade, pautados na teoria social crítica de Marx, realizamos a pesquisa de maneira exploratória, qualitativa e quantitativa, analisando dentre as principais categorias, a saúde no Brasil a partir do século XVIII, o trabalho do Assistente Social e sua inserção na política setorial de saúde, a constituição de 1988 e os espaços de controle social, e a reforma sanitária situando a disputa com os projetos privatistas com o objetivo de conhecer a compreensão da Política Nacional de Humanização, apreender sua importância para a política de saúde, identificar suas possibilidades e limites existentes para sua real materialização na concepção da equipe de Serviço Social que atua neste espaço institucional, reconhecendo as estratégias que têm sido abordadas pelos mesmos e de que forma estes profissionais correlacionam a política Nacional de Humanização com as suas legislações norteadoras, a fim de apreender o fenômeno analisado em sua totalidade.