A presente monografia busca esclarecer como ocorre a atuação e quais são as possibilidades e os limites da equipe de Serviço Social, no que tange a atuação junto à população refugiada, no campo empírico de nossa pesquisa, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), que se encontra no bairro de Jardim Gramacho, município de Duque de Caxias. Este equipamento se caracteriza como o único CRAS que atende refugiados que residem em Duque de Caxias, conforme mencionado pelos participantes da pesquisa. Neste sentido, devido aos crescentes números de indivíduos que solicitam refúgio em outros países, devido temor de perseguição por raça, cor, religião e outros, despertou-nos, enquanto estudantes do curso de Serviço Social, a necessidade de discutir e refletir acerca dessa temática, abordando a importância desse tema para a categoria de Assistentes Sociais, tendo em vista que o assunto ainda é pouco abordado. Para propiciar essa discussão, a fim de que essa reflexão se tornasse possível, diversas categorias teóricas foram utilizadas tais como: o conceito de Direitos Humanos; Estatuto dos Refugiados; Convenção de 1951 e o Código de Ética. O estudo apresenta uma análise do objeto da pesquisa, em sua totalidade, com embasamento crítico e levando em consideração a historicidade tendo como fundamento a teoria social crítica de Marx, considerando o materialismo histórico dialético. Para que os objetivos dessa pesquisa fossem alcançados, utilizamos como metodologia os seguintes tipos de pesquisa: exploratória, bibliográfica, documental e qualitativa, a obtenção dos dados ocorreu por meio de uma entrevista semiestruturada realizada com os profissionais de Serviço Social que atuam no CRAS de Jardim Gramacho com questões previamente elaboradas que abordavam as inquietações das autoras desta pesquisa.