A sífilis congênita é uma infecção grave e evitável, transmitida verticalmente da mãe para o feto, que ainda representa um desafio para a saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento. Sua persistência está relacionada a falhas no pré-natal, dificuldades no acesso ao diagnóstico e tratamento da sífilis materna, e barreiras socioeconômicas. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi investigar os principais fatores de risco associados à ocorrência da sífilis congênita, com ênfase no diagnóstico precoce e nas estratégias de prevenção. Adotou-se uma revisão sistemática da literatura com abordagem quantitativa, baseada no protocolo PRISMA. A busca foi realizada nas bases LILACS e PubMed, com publicações entre 2020 e 2025, utilizando descritores: "Sífilis Congênita", "Gestantes", "Fatores de Risco", "Diagnóstico Precoce" e "Prevenção". Foram incluídos estudos em português, inglês ou espanhol, disponíveis na íntegra e revisados por pares. A tabulação e gráficos foram gerados a partir do Excel® 2021. Dos 120 artigos identificados, 09 atenderam aos critérios de inclusão. Os estudos destacam que a ausência ou início tardio do pré-natal, o não tratamento adequado da sífilis na gestação, falhas na notificação, barreiras socioeconômicas e desigualdades regionais são os principais fatores associados à persistência da sífilis congênita no Brasil. As estratégias mais eficazes apontadas incluem o rastreamento precoce com testes sorológicos, o tratamento imediato com penicilina, a educação em saúde, a capacitação dos profissionais e o fortalecimento da rede de atenção. A sífilis congênita permanece como um grave problema de saúde pública evitável. Os achados reforçam a necessidade de aprimorar a atenção pré-natal, promover diagnóstico e tratamento precoce, superar barreiras no acesso à saúde e investir na qualificação dos profissionais e integração dos serviços.