Introdução: Anos intensos de estudos somados às dúvidas intrínsecas de uma fase da vida composta por mudanças geram sentimentos de insegurança, ansiedade e desgaste mental nos estudantes. A universidade expõe os acadêmicos a situações que demandam adaptação e muitas vezes são diferentes de suas expectativas e contexto de vida. Os estudantes de medicina, ao lidarem diretamente com a saúde de outras pessoas, têm o risco aumentado de desenvolver distúrbios psicológicos, entre eles, a síndrome de Burnout. Objetivos: Compreender melhor os fatores desencadeantes da síndrome de Burnout, sensibilizar o meio acadêmico para a necessidade de prevenção e combate às causas. Métodos: Foi realizada uma revisão bibliográfica, utilizando como base de dados o PubMed, Scielo e Google Acadêmico. Resultados: Observou-se que, ao contrário do que se acreditava anteriormente, que a maior incidência de Burnout ocorria em médicos numa fase mais avançada da carreira, estudos mais recentes, ao analisarem as fases mais precoces da carreira médica, como os estudantes de medicina, constataram a presença do Burnout durante os primeiros anos da graduação e muitas vezes perpetuando-se até os anos de atuação médica. Conclusão: O combate à síndrome de Burnout deve envolver e sensibilizar todo o meio acadêmico, desde profissionais a alunos e familiares, uma vez que tem alto impacto no rendimento dos alunos e futuros profissionais do mercado de trabalho.