Neste caso, abordaremos uma paciente com dor abdominal, com diagnóstico prévio de colelitíase e diagnóstico intra-operatório definitivo de Síndrome de Mirizzi Tipo I. A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara da colelitíase de longa duração, observada em menos de 1% das colecistectomias. É mais frequente em mulheres, variando desde a segunda até a nona década de vida. O diagnóstico é geralmente um achado intra-operatório e o tratamento é cirúrgico, de acordo com as variações da síndrome. Mirizzi Tipo I é uma das variações dessa síndrome, correspondendo a uma comunicação entre o ducto cístico e o hepático ou colédoco, configurando uma fístula biliobiliar que envolve até 1/3 da circunferência do ducto. O prognóstico dessa patologia depende das subclassificações da doença e da técnica operatória realizada, sendo estatisticamente bom.