A presente pesquisa, como explica seu título, objetiva mostrar o suicídio como uma expressão da questão social. Sendo assim esse trabalho busca explicar uma temática que sempre existiu, mas que é vista na atualidade como um problema recente de saúde no Brasil. Porém a partir desse trabalho inicia-se com a busca por conhecer e mostrar a fragilidade que saúde mental possui, o que muito se deve ao fato da mesma sempre, desde os tempos primórdios, ter sido tratada como segundo plano, não obtendo sua devida importância como uma patologia. Por conta disso, através dessa pesquisa será apresentado o processo percorrido pela saúde mental no Brasil e suas mudanças e conquistas ao longo dos últimos séculos. E isso nos leva a discussão acerca da incidência do capitalismo na sociedade que trouxe graves mudanças em sua formação, trazendo as desigualdades sociais e o desenvolvimento de um adoecimento da sociedade devido às novas relações sociais postas aos indivíduos, que são reflexos de uma sociedade desigual e que lida com esses problemas como se elas não existissem. A falta de um olhar abrangente, de políticas públicas por parte do Estado e uma discussão enriquecedora dessas questões de saúde mental é o que abre espaço para o fenômeno do suicídio. A partir daqui entende-se que este fenômeno se torna um campo fértil para atuação dos Assistentes Sociais, principalmente em suas vivencias em instituições que atuam diretamente com a atenção psicossocial. Hoje se pode reconhecer o suicídio como expressão da questão social, pois além de ser uma questão de saúde pública é também um fenômeno que tem maior incidência em momentos de crises, principalmente crises econômicas que desenvolvem o pauperismo e aguçam as desigualdades sociais.