As úlceras por pressão são lesões isquêmicas causadas pela compressão prolongada da pele, comuns em pacientes acamados, agravadas, muitas vezes pelo Diabetes Mellitus, que pode agravar essas lesões por conta do comprometimento da circulação e retardo da cicatrização. O objetivo deste estudo foi analisar as evidências disponíveis na literatura sobre a associação entre o Diabetes Mellitus e o surgimento ou evolução das úlceras por pressão. Este estudo trata-se de uma revisão de literatura, incluindo artigos encontrados de 2020 e 2025, nas bases PubMed e BVS, com as seguintes palavras-chave: (Pressure injury OR bedsore) AND diabetes AND wound healing. Foram selecionados estudos longitudinais, tanto prospectivos quanto retrospectivos, publicados entre 2020 e 2025, que investigassem a progressão e/ou o aparecimento de úlceras por pressão em pacientes acamados com diabetes mellitus. A revisão evidenciou que, apesar de os 5 estudos abordarem a DM como um fator de risco ou agravante, as evidências disponíveis não são suficientes para confirmar sua influência de forma isolada na evolução das UPP. Dos cinco estudos incluídos, apenas um apresentou delineamento com grupo controle, enquanto os demais possuíam análises observacionais ou descritivas sem comparação direta entre grupos. Três estudos identificaram a diabetes como um fator de risco relevante para o surgimento ou agravamento das úlceras de pressão, mas sem evidenciar sua influência de forma isolada. Em dois trabalhos, observou-se associação direta entre diabetes e piores desfechos de cicatrização, embora ambos reconheçam outras comorbidades associadas que podem interferir nesse processo. Nenhum dos estudos confirmou a possibilidade de que o Diabetes Mellitus, por si só, seja responsável pelo surgimento das úlceras, reforçando que seu papel parece ocorrer de forma concomitante a outros fatores de risco, como imobilidade, idade avançada e desnutrição. A heterogeneidade metodológica e a ausência de comparação direta e estratificada entre pacientes diabéticos e não diabéticos limitam a compreensão plena dessa relação, reforçando a necessidade de novas pesquisas mais específicas.