Introdução: A tecnologia tem crescido cada vez mais e com isso a facilidade de realizar tarefas sem sair de casa atrelado à diminuição da atividade física, aumento do tempo de tela do sedentarismo. A obesidade também vem aumentando cada vez mais entre a população, sendo considerada, atualmente, como um problema de saúde pública. Esses hábitos sedentários e alimentação frente à tela estão associados com esse aumento da obesidade. Portanto, o objetivo desse estudo foi avaliar qual a relação entre o tempo de tela e o estado nutricional de indivíduos adultos. Métodologia: Trata-se de um estudo transversal com indivíduos de 18 a 59 anos 11 meses e 29 dias, no qual os dados foram coletados por meio de dois questionários, com o auxílio da ferramenta “google forms”. O primeiro questionário analisou as características sociodemográficas dos participantes. O segundo, objetivou avaliar qual o tempo que passam frente à tela. Resultados e discussão: Participaram do presente estudo 103 indivíduos, com idade média de 30,25 anos (DP=10,59), sendo a maioria do sexo feminino. Quanto ao IMC, a média foi de 25,22Kg/m² (DP=4,99), sendo a maioria classificados como eutróficos. O celular foi o aparelho mais utilizado pelos indivíduos desse estudo, por mais de 3 horas/dia e a maioria relatou consumir algum alimento ou bebida frente à tela, sendo a maioria alimentos ultraprocessados. Os indivíduos eutróficos apresentaram maior frequência de consumir alimentos frente à tela, principalmente os processados e ultraprocessados. De acordo com os diferentes IMCs, indivíduos com sobrepeso e obesidade relataram ter mais hábitos sedentários como baixa atividade física e maior tempo de tela. Conclusão: São necessárias estratégicas públicas eficazes para a redução desses comportamentos sedentários em indivíduos adultos, com o objetivo de prevenir o aumento da obesidade e reduzir a sua prevalência.