A internet tornou-se uma fonte abundante e acessível sobre dietas da moda, em que muitas questões sobre alimentação e nutrição têm sido colocadas, a frente da saúde e individualidade, disseminando, muitas vezes, um “terrorismo nutricional” a favor de uma imagem corporal considerada ideal. Assim, o objetivo do presente estudo foi analisar a relação entre tempo de tela e seguimento de dietas da moda por adultos. Trata-se de um estudo transversal, com a divulgação de questionário online, pela ferramenta Google Forms, incluindo adultos, de ambos os sexos. A coleta de dados foi composta por questões de identificação, peso, altura, sobre dietas da moda, utilizando o questionário de Betoni et al. (2010) e sobre o tempo nas redes sociais. Participaram 146 indivíduos, com idade média de 36,36 anos (DP=11,77), sendo a maioria do sexo feminino. Quanto ao IMC, a média foi de 26,12 Kg/m² (DP=4,28) e a maioria foi classificada como eutrófica ou com sobrepeso. Quando questionados sobre o seguimento de dietas da moda, a maioria respondeu que segue essas dietas, e a mais citada foi a low carb. Quanto ao que motivou o seguimento das dietas da moda, a maioria disse ser para perder peso ou melhorar a qualidade de vida. Foi questionado sobre a presença de sintomas desagradáveis durante o seguimento da dieta, a maioria sinalizou mais de um sintoma, sendo a irritabilidade a mais citada. Em relação ao tempo dedicado às redes sociais, 73 indivíduos responderam e a maioria disse utilizar o Instagram. Quanto ao tempo em redes sociais, para lazer, a maior parte respondeu ficar mais de 60 minutos e para o trabalho, a maior parte respondeu que não utiliza redes sociais para trabalho. As informações veiculadas nas redes sociais podem influenciar a forma como as pessoas se enxergam, estimulando a busca por um corpo perfeito, para se alinhar a padrões estabelecidos. Observamos que é necessário avaliar a ocorrência de transtornos alimentares e práticas de dietas sem supervisão entre adultos.