A saúde mental dos estudantes universitários é uma preocupação crescente em todo o mundo. Problemas como ansiedade e depressão são prevalentes e podem afetar negativamente o desempenho acadêmico, as relações sociais e a qualidade de vida dos estudantes. Uma proporção significativa de estudantes que enfrentam problemas de saúde mental não procura ajuda. Estudos mostram que a saúde mental dos estudantes universitários franceses é significativamente pior do que a de seus pares que não frequentam a universidade. No Brasil, a prevalência de depressão entre estudantes universitários é alta, sendo relacionada a fatores como baixa renda, problemas de relacionamento e falta de suporte social. Um fator que pode estar contribuindo para esse problema é o uso excessivo de telas, que tem sido associado a uma série de danos à saúde mental. O uso excessivo de redes sociais pode aumentar o risco de sintomas de depressão, ansiedade e solidão em jovens adultos. O uso excessivo de pornografia na internet e os videogames violentos também podem causar problemas de saúde. O entendimento sobre o tempo de tela e seus efeitos na saúde mental em universitários é relevante para a elaboração de mecanismos de intervenção que visam promover a saúde mental dos estudantes universitários. Com isso em mente, o objetivo do presente estudo é investigar o tempo de tela e seus efeitos na saúde mental de universitários do interior fluminense. Para isso, usaremos o Questionário de Uso Problemático da Internet (PIUQ), a Escala de Depressão de Beck (BDI), e o questionário de qualidade de vida (WHOQOL) em universitários do Centro Universitário Redentor, Universidade Iguaçu, Universidade Estadual Fluminense, Institutos Federais e outros.