A toxoplasmose congênita é uma infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, capaz de atravessar a barreira placentária, ocasionando severos danos ao feto, como aborto espontâneo, malformações congênitas, hidrocefalia, calcificações intracranianas e coriorretinite. O objetivo deste trabalho é compilar e analisar as principais evidências científicas acerca da toxoplasmose na gestação, abordando epidemiologia, fisiopatologia, manifestações clínicas, métodos diagnósticos, prevenção e tratamento. Trata-se de uma revisão de literatura baseada em publicações indexadas nas bases PubMed, SciELO, Google Acadêmico e Portal Capes, utilizando como critérios de inclusão estudos entre 2019 e 2024. Os resultados evidenciam que a soroprevalência varia conforme a região, sendo maior em locais com menor acesso a informações sanitárias e práticas de higiene, destacando-se o consumo de carnes mal cozidas e contato com fezes de gatos infectados como principais fatores de risco. A transmissão vertical apresenta maior gravidade no primeiro trimestre, embora a taxa de transmissão aumente nos trimestres subsequentes. O diagnóstico envolve sorologia e, quando necessário, PCR em líquido amniótico. A profilaxia baseia-se na educação quanto aos fatores de risco e no rastreio sorológico durante o pré-natal. O tratamento inclui espiramicina para prevenção fetal e, na confirmação de infecção fetal, a combinação de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. Conclui-se que a toxoplasmose na gestação permanece como um relevante problema de saúde pública, reforçando a necessidade de medidas preventivas, diagnóstico precoce e manejo adequado para redução dos impactos na saúde materno-fetal.