A anemia falciforme, uma doença genética hereditária de alta prevalência no Brasil, é caracterizada pela produção de hemoglobina S (HbS), que altera a morfologia das hemácias, resultando em crises vaso-oclusivas, dor crônica e redução da expectativa de vida. Os tratamentos convencionais, como transfusões sanguíneas e o uso de hidroxiureia, são focados no manejo dos sintomas e não oferecem a cura. Diante deste cenário, o presente trabalho tem como objetivo examinar a função do transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) como alternativa terapêutica para a anemia falciforme, analisando sua efetividade, vantagens e os obstáculos associados. A metodologia empregada consiste em uma revisão bibliográfica de caráter exploratório e qualitativo, com base em artigos científicos e publicações acadêmicas do período de 2007 a 2024. A literatura demonstra que o TCTH é um tratamento com potencial curativo, capaz de restaurar a produção de hemácias normais e eliminar os sintomas clínicos, com taxas de sucesso que ultrapassam 80% quando realizado com doadores aparentados e totalmente compatíveis. Contudo, a aplicação em larga escala é limitada por desafios como a escassez de doadores compatíveis e riscos de complicações pós-transplante, como a doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH) e infecções. Conclui-se que, apesar dos obstáculos, o TCTH se consolida como a opção mais promissora para a cura da anemia falciforme, impactando positivamente na qualidade e sobrevida dos pacientes.