pré-eclâmpsia é uma condição obstétrica de natureza multifatorial, que compromete a saúde materno-fetal e representa uma das principais causas de morbimortalidade durante a gestação. Caracterizada por hipertensão arterial associada a proteinúria e sinais de disfunção orgânica, sua detecção precoce e manejo adequado são cruciais para minimizar riscos. O crescente entendimento sobre os mecanismos fisiopatológicos da doença destaca a importância de abordagens preventivas baseadas na estratificação de risco. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com abordagem qualitativa, que buscou identificar e analisar criticamente estudos publicados entre 2015 e 2025 nas bases SciELO, PubMed, Google Acadêmico e periódicos científicos revisados por pares. Foram incluídos artigos disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês ou espanhol, que abordassem a estratificação de risco e estratégias preventivas da pré-eclâmpsia. Após aplicação de critérios de inclusão e exclusão, os dados foram extraídos, categorizados e analisados qualitativamente. Os estudos selecionados evidenciam que intervenções como o uso de aspirina em baixa dose (150 mg), suplementação nutricional com cálcio, vitamina D e ômega-3, e tecnologias preditivas (como Doppler uterino e machine learning) são eficazes na redução da incidência de pré-eclâmpsia, especialmente em gestantes de alto risco. A utilização de biomarcadores como PlGF, endoglina solúvel e ADAM-12 mostrou potencial para aprimorar a triagem precoce. A educação em saúde e a personalização do pré-natal também foram destacadas como estratégias fundamentais, principalmente em contextos com recursos limitados. A abordagem centrada no risco, aliando triagem clínica, biomarcadores e intervenções farmacológicas e nutricionais, mostra-se eficaz para prevenção da pré-eclâmpsia. A
integração dessas práticas na atenção primária à saúde, associada à capacitação de profissionais e políticas públicas baseadas em evidências, pode contribuir para a redução das desigualdades no cuidado gestacional e melhorar os desfechos materno-infantis. Reforça-se a necessidade de ampliar a implementação de protocolos personalizados, especialmente em populações vulneráveis.