RESUMO
Introdução. As células-tronco pluripotentes induzidas (iPSC) surgiram por meio de reprogramação de uma célula somática para o estágio embrionário, utilizando os fatores de pluripotência Oct-3/4, Sox-2, c-Myc, Klf-4 (OSKM). Estudos in vitro confirmaram o potencial pluripotente dessas células, sugerindo o seu uso na medicina regenerativa. Objetivos. Avaliar a aplicação das iPSC na clínica humana por meio da análise de estudos clínicos depositados no Clinical Trials. Justificativa. Os métodos terapêuticos atuais carecem de inovação principalmente para a resolução de enfermidades que ainda buscam alternativas clínicas efetoras, como doenças degenerativas, genéticas e traumáticas. Nesse sentido, o uso das iPSC demonstra potencial para novas abordagens terapêuticas e promoção de maior qualidade de vida dos pacientes. O advento da tecnologia da iPSC abre um leque de inovações na pesquisa clínica, com aplicações na medicina regenerativa, modelagem de doenças, desenvolvimento de medicamentos e estudos de biologia básica, contribuindo para a formação acadêmica de ponta e qualificação de novos profissionais na área da saúde. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa de literatura e análise da plataforma Clinical Trials. Foram analisados estudos clínicos intervencionistas, depositados de 2010 a 2024, com e sem resultados informados, em andamento e concluídos, nas fases 1, 2, 3 ou 4 de estudo clínico, independente de sexo e idade. Resultados e discussão. Cerca de 30 estudos foram selecionados envolvendo sistema cardiovascular, respiratório, osteomuscular, tegumentar, oftálmico, hemolinfopoiético, nervoso, endócrino e neoplasias. A maioria eram estudos in vitro, trazendo a diferenciação de novos tecidos a partir de iPSC para o tratamento de doenças específicas, análise da resposta metabólica a fármacos e investigação do comportamento de doenças genéticas. Foi constatado que a aplicação in vivo da iPSC ainda é limitada por embates éticos e potencial oncogênico devido à manipulação genética. Conclusão. Foram demonstrados avanços no esclarecimento de mecanismos fisiopatológicos e na aplicação clínica das iPSC, sendo necessários esforços para assegurar o potencial terapêutico e uso in vivo dessas células.
Palavras-chave: Fatores de transcrição ; Terapêutica; Células-tronco pluripotentes ; Diferenciação celular.