A depressão, uma das principais causas de incapacidade no mundo, tem sido abordada com terapias farmacológicas voltadas para desequilíbrios neuroquímicos, mas com resultados limitados. Recentemente, a teoria inflamatória da depressão tem ganhado destaque, sugerindo que processos inflamatórios desempenham um papel crucial na patogênese do transtorno. Este estudo visa realizar uma análise crítica do uso de anti-inflamatórios como estratégia adjuvante no tratamento da depressão. Métodos: Foi conduzida uma revisão sistemática para reunir evidências sobre o uso dos anti-inflamatórios no manejo da depressão. Utilizando as recomendações PRISMA e a metodologia PICO, foram selecionados estudos das bases de dados PubMed, LILACS e Cochrane Library. O escopo incluiu estudos com foco nos desfechos relacionados à redução de sintomas depressivos com uso de AINEs. Resultados: A revisão incluiu 11 artigos elegíveis, com destaque para o celecoxib, que demonstrou benefícios em mais de 70% dos estudos, especialmente como adjuvante aos antidepressivos. Outros anti-inflamatórios, como o AAS e o ibuprofeno, foram avaliados, mas com resultados menos consistentes. Embora a maioria dos estudos tenha sugerido uma resposta positiva, foram identificados efeitos adversos que limitam a aplicabilidade clínica.