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Afya Itaperuna

UTILIZAÇÃO DA REALIDADE VIRTUAL ASSOCIADA AO CICLO ERGÔMETRO NA DOENÇA DE ALZHEIMER: ESTUDO DE CASO

AUTOR(ES)

Daniel Silveira de Oliveira

ORIENTADOR(ES)

Patrícia Passos Martins

CURSO

Fisioterapia

CATEGORIA

Saúde

ANO

2023

DATA DE PUBLICAÇÃO

June 19, 2023

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Resumo

Introdução: A Doença de Alzheimer (DA) é uma patologia neurodegenerativa associada a idade manifestações cognitivas e neuropsiquiátricas que levam a incapacitações para realizar certas atividades. A Fisioterapia vem acompanhando a evolução tecnológica em sua pratica clinica, atuando em um novo conceito de intervenção no campo da reabilitação física: a Realidade Virtual (RV), conceituada como uma técnica de interação entre o usuário e um sistema computacional que reproduz e potencializa a sensação de realidade do ambiente de maneira artificial. O exercício físico de predominância aeróbico tem efeito favorável na fadiga apresentada por pacientes com doenças terminais, com melhora significativa na qualidade de vida, além de contribuir para a profilaxia de complicações relacionadas ao imobilismo. Objetivo: Analisar a eficácia da Realidade Virtual em conjunto com o ciclo ergômetro no tratamento da Doença de Alzheimer. Método: A presente pesquisa trata-se de um estudo de caso, de abordagem qualitativa, na qual foram apresentados dados referentes ao tratamento fisioterapêutico utilizando a realidade virtual associada ao ciclo ergômetro como método de reabilitação de uma paciente do sexo feminino, diagnosticada Doença de Alzheimer. Para avaliar as funções cognitivas foi utilizado o Miniexame do Estado Mental (MEEM) e para avaliação funcional foi utilizado o Índice de Katz. O protocolo de intervenção fisioterapêutica foi aplicado 2 vezes por semana, com duração de 40 minutos cada sessão, sendo realizada no total 10 sessões. Resultados: Durante o tratamento, a paciente foi submetida por 2 avaliações aplicando o Miniexame do Estado Mental e o Índice de Katz: a inicial e a última com 10 sessões. Em relação aos resultados apresentados através do Miniexame do Estado Mental, identificou-se, na 1ª sessão um escore de 12 pontos, e na avaliação final um escore de 21 pontos, o que indica quadro de demência, porém, com uma melhora significativa nas funções cognitivas. Ao se avaliar o Índice de Katz, não foi observado evoIução em relação ao nível de independência funcional, pois os resultados demonstraram escores iguais de 3 pontos. Conclusão: Conclui-se, através dos resultados apresentados no presente estudo, que a Realidade Virtual tem se mostrado promissora no tratamento de pacientes com deficiências cognitivas relacionadas à Doença de Alzheimer. Porém, faz-se necessário a realização de mais pesquisas, com tempo de intervenção mais prolongado, a fim de verificar os reais efeitos da aplicação da RV associada ao ciclo ergômetro no retardo da progressão da Doença de Alzheimer.

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