RESUMO
Introdução. A violência contra a mulher resulta da disparidade de gênero e causa danos psicológicos, físicos, morais, patrimoniais e sexuais. Apesar de ser amplamente prevalente, ainda é subdetectada nos serviços de saúde, o que representa um desafio para a implementação efetiva de políticas públicas de combate à violência. Objetivos. Sintetizar as principais referências científicas acerca da violência contra a mulher e a responsabilidade médica em lidar com as vítimas que recorrem aos seus cuidados. Justificativa. Esta pesquisa tem como objetivo analisar e referenciar a violência contra a mulher com enfoque na responsabilidade médica e, para isso, abordou-se desde o conceito de violência contra a mulher até o papel fundamental dos médicos. Metodologia. Para alcançar o objetivo proposto, foi realizada uma revisão da literatura sobre a violência contra a mulher e o papel do médico neste cenário. Os artigos considerados para análise foram aqueles em português, inglês e espanhol, que abordavam a temática. Para a coleta de dados, foram utilizadas as bases: Scientific Eletronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS), Uptodate, Datasus e Google Acadêmico. A limitação de tempo de publicação foi estabelecida entre os anos de 1999 e 2022. Resultados e discussão. Diversos são os tipos de violência contra as mulheres. Nesse tocante, a Lei Maria da Penha, artigo 5º, discorre que a violência doméstica contra esse grupo se caracteriza por qualquer tipo de conduta que lhe cause sofrimento, seja ele físico, psíquico ou sexual, lesão e/ou morte, tendo a desigualdade de gênero como ponto principal para a sua ocorrência. No entanto, muitos profissionais de saúde ainda acreditam erroneamente que a violência contra a mulher é exclusivamente um problema jurídico, o que leva à desresponsabilização desses profissionais e à subestimação da importância da assistência médica na plena recuperação da paciente. Conclusão. Deste modo, é relevante a interação médico-paciente para que as vítimas se sintam confiantes, amparadas e apoiadas. Levando em consideração a pertinência da problemática, conclui-se que na literatura existem poucos estudos que relacionem a questão da saúde com a violência, limitando assim reflexões mais aprofundadas sobre o assunto.
Palavras-chave: Violência de gênero ; Saúde da mulher ; Prevenção e intervenção.