O combate à violência de gênero foi e ainda é arraigado de muitos movimentos e manifestações feministas, esses movimentos passaram a eclodir nos anos de 1970. A partir de então, o estado brasileiro muito tem evoluído para combater e erradicar a violência contra mulher, implementando no seu ordenamento jurídico legislações especiais. Embora os inúmeros avanços alcançados no combate a violência, estes ainda não tem sido suficientes para evitar o crescimento dos casos. Segundo os dados do Fórum de Segurança Pública houve no período de janeiro a junho de 2020 aumento de 118% no índice de feminicídio. Em razão dessa contínua ascensão é possível observar a grandiosidade desse estudo e do debate da temática envolvendo a violência de gênero ou violência contra a mulher. Sendo assim, o objetivo geral desse trabalho é discutir a violência doméstica e familiar contra a mulher em tempos de pandemia. Para tanto foi utilizado à abordagem metodológica dedutiva e técnica de pesquisa indireta, através de revisão bibliográfica qualitativa, pautada na interpretação de textos, Leis, artigos, e entre outros, sobre a temática abordada. Com o estudo foi possível observar que muito embora as medidas sanitárias adotadas pelo estado brasileiro com a presunção de evitar a propagação da Pandemia da COVID-19 fosse necessário, estas contribuíram de forma significativa para o aumento da violência contra a mulher, sendo desta maneira imprescindível, a adoção de novas políticas públicas que pudessem assegurar as vítimas de violência, medidas estas que serão apresentadas no decorrer deste trabalho.