Os militares devem manter altos níveis de aptidão física, pois a exaustiva rotina e excesso de estresse musculoesquelético, torna-se propenso para a incidência de lesões. O uso de coturno associado aos demais equipamentos militares e às atividades físicas, agrava o quadro de dores nos músculos dos membros inferiores. Nesse sentido, a fisioterapia tem importante papel preventivo para reduzir o risco de lesões e diminuir o quadro de dores. Objetivo: Realizar levantamento e análise de lesões geradas pelo uso de coturno ao praticar atividades físicas no exército. Metodologia: Trata-se de uma revisão literária, onde foram realizadas buscas nas bases de dados: SciELO (Biblioteca Eletrônica Científica Online), PEDro (Base de dados de Evidências em Fisioterapia) e PubMed (Motor de busca da base de dados MEDLINE), artigos esses com data de publicação entre os períodos de 2008 a 2021. Resultados: O principal mecanismo de lesão gerado pelo uso de coturno é pelo movimento repetitivo. As atividades militares favorecem o aparecimento de inúmeras lesões musculares esqueléticas, o que leva a ocorrência de lesões nos membros inferiores como, periostite, tendinite do tendão calcâneo, síndrome patelofemoral, entre outras. Discussão: As revisões sistemáticas da literatura apresentaram propostas de intervenções fisioterapêuticas quanto a prevenção de lesões, sendo elas por exercícios excêntricos, mobilizações e alongamentos, que tem como objetivos reduzir drasticamente as dores e lesões geradas pelo uso do coturno. Conclusão: A utilização de métodos cinesiológicos seja eles por meio de exercícios excêntricos e técnicas de ganhos de mobilidade articular, trás grandes benefícios para prevenir os riscos e a incidência de dores e lesões.