Acadêmico do Curso de Direito explica legislação brasileira e alerta: informação é essencial para garantir igualdade de oportunidades
8/4/2026
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O mês de abril, marcado pela campanha Abril Azul, também é um momento importante para ampliar o conhecimento sobre os direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil. Para além da conscientização, a legislação brasileira assegura uma série de garantias fundamentais que promovem inclusão, acesso e respeito. Segundo João Pedro Antunes, do 8º período do curso de Direito da Afya Montes Claros, “o autismo não limita ninguém, o que limita é a falta de informação”.
Desde 2012, com a Lei nº 12.764 — conhecida como Lei Berenice Piana —, pessoas com TEA passaram a ser reconhecidas legalmente como pessoas com deficiência, garantindo acesso a direitos básicos. “Isso significa acesso à saúde, educação, trabalho, transporte, assistência social e, acima de tudo, respeito”, salienta João Pedro.
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Na prática, esses direitos incluem atendimento prioritário, acesso ao diagnóstico precoce, terapias pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e inclusão em escolas regulares com suporte adequado. Negar a matrícula ou dificultar o acesso à educação é ilegal. A discriminação contra pessoas autistas é crime.
João Pedro também ressaltou que esses direitos se estendem ao ensino superior, exigindo das instituições medidas que garantam acessibilidade e permanência dos estudantes.
“Faculdades e universidades devem oferecer adaptações razoáveis, como tempo adicional em provas, apoio pedagógico, acessibilidade, acompanhamento especializado e ambientes inclusivos”, destacou.
Garantia de equidade
Ao destacar o objetivo dessas políticas, João Pedro coloca que não é sobre tratar todos de forma igual, mas garantir equidade.
“A inclusão de verdade não é tratar todos iguais. É respeitar as diferenças para que todos tenham as mesmas oportunidades. “Informação gera respeito e respeito é capaz de transformar vidas”, finalizou!
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