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Agosto Dourado: os benefícios do aleitamento materno para mãe e bebê

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Agosto é o mês de campanhas voltadas à conscientização sobre a importância do aleitamento materno. Para marcar a data, no 5° Episódio do Saúde Podcast, o Prof. Dr. Igor Monteiro, coordenador da Afya Clínica Acadêmica conversou com o médico pediatra Dr. José Henrique Duarte, que explicou por que amamentar é bom não só para o bebê, mas também para a saúde da mãe.

Benefícios da amamentação também para quem amamenta

Segundo o especialista, os efeitos positivos do aleitamento vão além da nutrição do recém-nascido:

"O aleitamento materno reduz o risco de hipertensão e de diabetes na mãe que amamenta. Além de diminuir a fertilidade, ou seja, ela vai ficar um tempo maior sem risco de engravidar. Lembrando que essa segurança de não engravidar varia um pouco de mulher para mulher, mas tem que ser em aleitamento exclusivo. Para esse acompanhamento, é importante que o obstetra esteja ligado na situação e esteja acompanhando essa senhora."

Para Dr. José Henrique, ainda que o foco principal seja o bebê, o vínculo criado pela amamentação também é motivo de celebração:

"Nós estamos aqui falando do aleitamento materno. A importância é enorme para os bebês, que são o meu ponto de vista, mas a mãe que amamenta também será beneficiada. E nada melhor do que a satisfação que elas relatam ao amamentar. É um prazer que não tem descrição. Por isso que Cazuza falava: 'Só as mães são felizes', porque elas podem nos dar a vida."

Colostro: o primeiro alimento do bebê

Outro ponto destacado na conversa foi o colostro, substância produzida pelo corpo da mãe já no fim da gestação:

"O colostro é um leite que começa a ser produzido no final da gravidez e persiste durante a primeira semana após o parto. Ele é um líquido ralo, amarelado, com pouca gordura, mas rico em proteínas. O estudo dessas proteínas revela que grande parte delas são anticorpos que a mãe já possui e que são transferidos para o seu recém-nascido."

Do colostro ao leite materno maduro

O pediatra também explicou como essa composição muda ao longo dos primeiros dias de vida do bebê:

"Esse leite dura de um a cinco ou seis dias. Depois, esse líquido é modificado para o leite materno de transição e, posteriormente, para o leite materno maduro. O volume do colostro é muito pequeno, estimado em cerca de 170 ml por dia. Por isso, o bebê também perde um pouco de peso nos primeiros dias. Em torno de 10 dias, quando o leite já está maduro, ele volta ao peso com que nasceu."

Ao final, o médico resume a importância desse primeiro contato nutricional:

"Então, o colostro é o primeiro leite que o mamífero produz. Ele não vai apenas matar a fome, mas também transferir, de forma passiva, uma carga muito grande de imunidade, que será importante para o resto da vida dessa criança."

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