Professores e alunos reforçam a importância de práticas humanizadas em saúde mental e do fortalecimento da rede de atenção psicossocial
21/5/2026
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O mês de maio é marcado nacionalmente pela mobilização em torno da Luta Antimanicomial, movimento que defende o cuidado em saúde mental em liberdade, o fortalecimento da rede de atenção psicossocial e o enfrentamento de práticas de exclusão e isolamento de pessoas em sofrimento psíquico.
Na Afya Montes Claros, o tema ganhou destaque por meio de ações promovidas pelo curso de Psicologia, envolvendo acadêmicos, professores e profissionais convidados para debates e reflexões sobre práticas humanizadas em saúde mental.
Segundo a acadêmica do 9º período de Psicologia, Maria Fernanda, a programação nasceu dentro das atividades de estágio voltadas às práticas em saúde mental.
“Estamos aqui em um evento muito importante que surgiu da proposta do nosso estágio personalizante de práticas em saúde mental. A programação conta com a exibição do filme Ouvidores de Vozes e com uma discussão envolvendo psiquiatras, psicólogos e enfermeiros para refletirmos sobre a luta antimanicomial”, destacou.
O coordenador do curso de Psicologia, Carlos André, reforça que, apesar do avanço das políticas públicas e do fechamento de manicômios tradicionais, ainda existem práticas que precisam ser superadas.
“Sabemos que o manicômio, do ponto de vista arquitetônico, está superado. Entretanto, fazeres e práticas manicomiais ainda persistem. Nesse sentido, a difusão de experiências exitosas e trabalhos que demonstrem que o cuidado em liberdade é sempre o melhor caminho para as pessoas em sofrimento psíquico”, afirmou.
Além da estrutura física
A psicóloga convidada para o debate, Vivian Graziele, destacou que a luta antimanicomial vai além da estrutura física dos antigos manicômios e envolve a construção de novas práticas de acolhimento e garantia de direitos.
“Estamos falando de não ao manicômio, ou seja, não ao modelo de exclusão e isolamento. E que bom que já ultrapassamos as barreiras físicas. Para falar de luta antimanicomial, precisamos defender novas práticas. Não basta ter um serviço substitutivo; esse serviço também precisa ser sem exclusão, sem isolamento e com garantia de direitos”, ressaltou.
Em Montes Claros, a rede pública de saúde mental conta com serviços de atendimento e acolhimento como os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) e as Unidades Básicas de Saúde (UBS), que atuam no cuidado territorializado e humanizado da população.
Mais sobre a data
A data central do movimento é o dia 18 de maio, instituída em 1987 durante o Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, em Bauru (SP), e tem como lema: “Por uma sociedade sem manicômios”.