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Saúde Podcast aborda saúde mental e prevenção do suicídio no Setembro Amarelo

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No Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio e à valorização da vida, o Saúde Podcast, da Afya Montes Claros, abre espaço para uma conversa necessária sobre saúde mental. Neste episódio, o Professor Dr. Igor Guedes, coordenador da Afya Clínica Acadêmica recebe a psicoterapeuta Cíntia Andrade para discutir os sinais de sofrimento psíquico, os desafios enfrentados por universitários e a importância de reconhecer quando é hora de pedir ajuda.

Mais do que falar sobre diagnóstico ou tratamento, a conversa propõe um olhar atento para aquilo que muitas vezes passa despercebido no cotidiano: mudanças de comportamento, isolamento, perda de interesse por atividades habituais, tristeza persistente e outras manifestações que podem indicar que alguém não está bem.

Quando o comportamento muda, é hora de prestar atenção

Um dos principais alertas levantados durante o episódio está justamente nas pequenas mudanças. Quando uma pessoa começa a deixar de fazer aquilo que costumava fazer, se afasta de amigos e familiares ou apresenta alterações significativas na forma de se relacionar, esses sinais merecem ser observados.

A psicóloga Cíntia reforça que nem sempre quem está passando por um momento difícil consegue verbalizar o que sente. Por isso, a atenção de quem está por perto pode ser fundamental.

A conversa também desconstrói a ideia de que uma pessoa em sofrimento necessariamente aparentará estar triste o tempo todo. Ela pode continuar sorrindo, trabalhando, estudando, saindo e convivendo socialmente e, ainda assim, enfrentar uma dor que não é percebida por quem está ao redor.

Pedir ajuda também é um ato de coragem

Outro ponto central do episódio é o estigma que ainda envolve a saúde mental. A busca por ajuda, muitas vezes associada equivocadamente à fragilidade, é apresentada como um recurso importante para enfrentar situações que se tornam difíceis de administrar sozinho.

Nesse contexto, a psicoterapia aparece como uma possibilidade de cuidado e construção de estratégias para lidar com pensamentos, emoções e situações adversas.

Ser forte significa, muitas vezes, pedir ajuda para conseguir chegar mais longe”, destaca a conversa.

A orientação é não esperar que o sofrimento chegue ao limite para procurar apoio. Quanto antes a pessoa reconhecer que precisa de ajuda, maiores podem ser as possibilidades de construir caminhos para enfrentar aquele momento.

Universidade também é espaço de cuidado

O episódio dedica atenção especial aos desafios vivenciados pelos universitários. A entrada na graduação representa uma fase de profundas transformações, marcada por novas responsabilidades, cobranças, expectativas e decisões.

Para estudantes de Medicina, esse cenário pode ser ainda mais intenso diante das exigências da formação e das expectativas relacionadas à profissão.

A conversa chama atenção para a importância de olhar para o estudante para além do desempenho acadêmico. Cuidar da saúde mental também faz parte da formação e da construção de uma trajetória profissional sustentável.

Pequenos gestos podem fazer diferença

Se existe uma mensagem que atravessa todo o episódio, é a importância de estar presente.

Em uma rotina cada vez mais acelerada, perceber o outro exige tempo, escuta e disposição. Um abraço, uma conversa ou simplesmente permanecer ao lado de alguém que está passando por um momento difícil podem ser gestos importantes.

Eu estou aqui com você. Você não está sozinho. O que aconteceu?

A proposta é transformar a empatia em atitude: observar, perguntar, escutar e, quando necessário, ajudar a pessoa a encontrar o caminho para o atendimento profissional.

A dor faz parte da experiência humana — mas não precisa ser enfrentada sozinho

Ao longo do episódio, os convidados lembram que momentos de dor fazem parte da experiência humana. O que pode fazer diferença é desenvolver recursos para atravessá-los e reconhecer quando o sofrimento ultrapassa a capacidade de enfrentamento individual.

“Tem como nos tornarmos maiores do que a dor.”

A mensagem reforça a essência do Setembro Amarelo: falar sobre saúde mental é também falar sobre cuidado, acolhimento, escuta e valorização da vida.

Assista ao episódio completo

A conversa completa do Saúde Podcast traz outros insights sobre saúde mental, prevenção do suicídio, vida universitária e a importância de cuidar de si e de quem está ao nosso redor.

Assista ao episódio completo e participe dessa conversa. CLIQUE AQUI